02 janeiro 2015

"Viajar é melhor do que chegar"

No final do filme Se Ela Dança Eu Danço 3, o Moose, meu personagem favorito, diz uma coisa interessante. Ele diz que quando ele ouviu essa frase dita por um cara famoso, "viajar é melhor do que chegar", ele ficou boiando, porque costumava pensar que só existia um caminho a seguir, onde quer que você queira chegar na vida.

Agora eu entendo o que essa frase significa de verdade. Ano passado eu sempre deixava algo pra amanhã. "Amanhã eu faço", "amanhã eu termino", "amanhã eu aprendo", "amanhã eu começo", "amanhã eu peço desculpas"... A gente vai deixando os planos se acumularem tanto, que vez por outra algo te faz lembrar, como se uma gota de água tivesse caído no seu nariz. Tem que ajeitar isso. Tem que superar aquilo. Tem que arrumar um tempo pra aquele plano que você não concluiu ano retrasado. E quando a gente compara nossa vida com a dos outros, a nossa sempre parece a pior. A gente sempre acha que as coisas dos outros são melhores, que as amizades dos outros são mais verdadeiras, que o cabelo dos outros é mais sedoso, que os pais dos outros são mais legais. Tudo dos outros parece melhor. Mas olha só pra você: pense em quantos momentos bons você viveu. Em quantos "amo você" você ouviu dos seus pais, mesmo de um jeitinho disfarçado. Em quantas gargalhadas você compartilhou com pessoas que se importam de verdade. Em quanta coisa aconteceu nesse ano que passou... Aconteceu coisa ruim? Claro que aconteceu, sempre acontece. Mas os ponteiros do relógio continuam se movendo, os pássaros continuam cantando, a grama continua crescendo. Clichê, eu sei. Mas é a mais pura verdade.

Vai começar tudo de novo. Você vai rir, chorar, se apaixonar, gargalhar,e quantos verbos mais quiser, de novo. Tudo só vai esperar por você pra acontecer.

Mas voltando ao Moose, ele diz que o que ele entendeu foi o seguinte: o importante não é onde você chega. É o que você viveu pra chegar até lá. Os tropeços, as quedas, e as amizades... A jornada que importa, e não o ponto de chegada. As pessoas que conheceu, as coisas que aprendeu, as músicas que ouviu. É isso que importa. E agora, mais do que antes, concordo com ele.

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